Romantização tropical, decolonial e resistência indireta
Em 2 de agosto de 1914, Franz Kafka escreveu em seu diário: "Hoje, a Alemanha declarou guerra à Rússia. À tarde, fui nadar." Em 4 de abril de 2026, no Brasil, me perguntei: Afinal, o que vale a pena na oscilação de preocupações diárias e nos acontecimentos globais? Me respondi: Que a nova rotina faz bem, que a viagem correu bem, que a chuva na estrada passou, que o sol esteve presente em todos os meus dias de férias (e a vitamina D foi revigorada), que os exames do seu check-up estão bons , que o reconhecimento veio sem esforço, que o azul é lindo na água doce, na cachoeira, no mar, no céu e no vestido das madrinhas do casamento da sua amiga, que a convivência é leve e que dei protagonismo ao que eu quis. Esse foi um post sobre minhas férias, a crise mundial e o escapismo latino-tropical. Voltarei a ler "As veias abertas da América Latina" quando eu retomar minha sanidade mental.























