In my Wicked Era

O universo de Oz está presente em minha vida desde muito cedo. Lembro-me de ver os clássicos sapatos de rubi do filme de 1939 frequentemente quando chegava da escola. Já adolescente, me apaixonei pelo cancelado James Franco em Oz: Mágico e Poderoso e pela maravilhosa Mila Kunis como a Bruxa Má do Oeste, com seu batom vermelho e chapéu vinho.

Em 2023, decidi assistir ao meu primeiro musical da Broadway em um date comigo mesma no Teatro Santander e, como consumidora de coisas bruxescas, só poderia ter sido Wicked. A Bruxa Má do Oeste sempre foi minha personagem favorita desse universo. Em Wicked, a querida bruxa verde ganha o nome de Elphaba e uma história sensível: a garota verde esquisitinha que se torna uma grande bruxona. Com cenários e figurinos mágicos, a atriz Myra Ruiz brilhou. Os cenários do castelo de Elphaba e da Cidade das Esmeraldas foram os meus preferidos. A adaptação do roteiro para incluir referências à política brasileira — abordando pautas como educação, democracia e polarização — foi incrível.

No ano passado, o tão esperado filme finalmente foi lançado e, no trabalho, tive a oportunidade de escrever com muito carinho sobre a campanha de lançamento da collab Kipling x Wicked. Obviamente, aproveitei o desconto de colaboradora e garanti uma das bolsas da coleção. Decidi ir ao cinema sozinha para assisti-lo em uma tarde tranquila de quarta-feira, durante as férias, e fiquei mais uma vez encantada. O que acho incrível em Wicked é sua carga política. A personalidade de Elphaba, a vaidade de Glinda e essa versão do Mágico — um farsante, autoritário e opressor — são muito autênticos.

No início deste ano, o Belas Artes anunciou seu primeiro Sonoriza de 2025: Dark Side of Oz, uma experiência única que sincroniza o álbum The Dark Side of the Moon, do Pink Floyd, com o filme de 1939.

Hoje fui assistir ao musical mais uma vez, agora no Teatro Renault, dessa vez hypado no bom sentido após o sucesso do filme. O teatro fica a apenas 10 minutinhos de casa, o que já foi uma vantagem para um domingo. Dessa vez, escolhi um lugar mais próximo ao palco, o que me proporcionou uma visão mais intensa e maior atenção aos detalhes. Elphaba sobrevoando sobre minha cabeça, com certeza, foi meu momento preferido. Tudo foi lindo.

Em breve, mergulharei no primeiro livro do universo, escrito por L. Frank Baum, e também em Wicked, de Gregory Maguire.

Sigo fascinada pelas diferentes interpretações do universo de Oz e mal posso esperar para continuar explorando com brilho nos olhos, da estrada de tijolos amarelos até a Cidade das Esmeraldas.



Escrito por Ana Paula Aragão
Foto dos ensaios do filme Wicked (2024)

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